Garce

domingo, 14 de janeiro de 2018

Musculação age no tratamento de sete doenças crônicas


Pensou em esculpir o corpo e ganhar formas bem definidas, a musculação logo surge como alternativa. Mas os benefícios desse tipo de atividade ultrapassam a estética: portadores de doenças crônicas, como osteoporose e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), apresentam melhora nos sintomas e ganham qualidade de vida com os treinos regulares. "Em alguns casos, o exercício pode até diminuir a dependência de medicamentos" afirma o fisiologista do esporte Raul Santo, professor da Faculdade São Judas Tadeu (SP).

O cuidado fundamental é conversar com seu médico antes e entender as limitações do seu corpo para execução de um treino seguro, sem risco de lesões. A seguir, você descobre sete doenças que têm os sintomas amenizados quando o aluno deixa a preguiça de lado e começa a levantar pesinhos, pelo menos, três vezes por semana.

Diabetes - Estudos recentes mostram que a musculação pode ser muito vantajosa para o portador de diabetes. "Isso porque as contrações musculares repetidas estimulam componentes da membrana celular. Isso faz com que as proteínas celulares carreguem mais facilmente a glicose para dentro da célula. Além de controlar o nível de açúcar no sangue, o exercício pode, a longo prazo, diminuir a dependência da suplementação de insulina", afirma o fisiologista.

Hipertensão - O hipertenso tem os vasos sanguíneos mais resistentes, o que exige esforço redobrado do coração para conseguir mandar o sangue para todos os tecidos do corpo. O exercício com pesos - com carga leve à moderada - leva à formação de novos capilares sanguíneos. "Isso diminui resistência periférica dos vasos e a sobrecarga ao coração. E ainda aumenta a oferta de nutrientes, hormônios e oxigênio aos tecidos", afirma o médico do esporte. Se bem feita, a atividade ajuda no controle da doença e diminui a pressão arterial em repouso.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - Quem tem DPOC sabe que o enfraquecimento da musculatura é muito comum. Isso acontece porque a oferta de oxigênio aos músculos é limitada, já que a respiração é difícil. "A musculação ajuda a reverter a perda de massa muscular e de quebra pode melhorar a restrição pulmonar, já que o músculo treinado capta o oxigênio com mais facilidade", afirma o educador físico Ivaldo Larentis, especialista em musculação.

Osteoporose - A tração que o músculo exerce sobre o osso quando é realizado o movimento da musculação estimula o remodelamento ósseo. "Ocorre um aumento da produção de células ósseas, da fixação de cálcio e da densidade do osso", afirma o educador físico Gustavo Neves Abade, treinador de corrida e condicionamento físico da Assessoria Branca Esportes - São Paulo. Mas o exercício merece atenção e orientação adequada, já que há risco de fraturas se o peso colocado estiver acima da capacidade do praticante.

Obesidade - Todo indivíduo com obesidade sabe que deve fazer exercícios aeróbios. Mas muitos acabam deixando a musculação para depois de emagrecer. Gustavo explica que associar a musculação ao treino aeróbio pode trazer benefícios até para o processo de emagrecimento. "O fortalecimento que a musculação proporciona ajuda a fazer atividades aeróbias mais potentes por mais tempo, acelerando a queima de calorias. Além disso, músculos fortes consomem mais energia e aumentam o metabolismo basal, obrigando o corpo a consumir mais calorias para se manter".

Artrose - Quem tem artrose sofre com a diminuição e a fraqueza dos músculos que ficam ao redor da articulação comprometida. Exercícios bem direcionados de musculação ajudam a recuperar essa região, com a hipertrofia e o fortalecimento, melhorando diretamente o caminhar e a qualidade de vida dos pacientes, que passam a sentir menos dores.

Artrite reumatoide - O indivíduo que tem artrite reumatoide precisa de fortalecimento muscular para preservar a articulação afetada. As consequências da doença, como a dificuldade para andar, podem ser atenuadas com o treino. Mas é preciso muito cuidado ao praticar esse exercício, já que mal dosado ele pode aumentar a atividade inflamatória da articulação. "Lembre-se de consultar o seu médico, medicar-se adequadamente e fazer o exercício com muita cautela" orienta Raul Santo.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Triplica número de vendas de carros para pessoas portadoras de deficiência


Levantamento realizado pela Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva (Abridef) revelou que a venda de veículos para pessoas com deficiência triplicou nos últimos quatro anos. As vendas saltaram de 42 mil unidades em 2012 para 139 mil em 2016. Um crescimento de 31,5% em relação a 2015 e a expectativa da Abridef é que esse aumento seja ainda maior em 2017.

Há mais de 20 anos a legislação brasileira prevê que pessoas portadoras de necessidades especiais (PNE) ou com patologias graves que dificultam a mobilidade comprem automóvel com isenção de impostos (IPI, ICMS, IOF e IPVA). A Gerente de Vendas Diretas do Grupo Carrera, Sueli Sanches, explica que o desconto pode chegar a 30% do valor total do carro e que, desde 2013, o benefício foi estendido aos familiares de PNE.

“O acesso a informação é um dos principais motivos que tem contribuído para o aumento das vendas diretas PCD. Apesar das limitações - como o fato de o carro ter que ser fabricado no Brasil e não passar de R$70 mil para ter todos os descontos, o comprador ser obrigado a permanecer com o automóvel por no mínimo dois anos e a burocracia do processo -, ainda assim vale a pena fazer uso desse direito”, explica.

Como o processo para conseguir os benefícios pode ser turbulento por conta da burocracia, todas as lojas do Grupo Carrera possuem uma equipe especializada no atendimento das vendas diretas, além de oferecer suporte em todo o andamento das cartas de isenções com parcerias em autoescolas que facilitam a documentação.

Sueli ressalta ainda que a condição de saúde deve ser comprovada por laudo médico e que para a concessão do benefício é analisada a sequela, apenas casos com certa gravidade têm direito.

Conheça as patologias previstas por lei que garantem os benefícios fiscais das vendas diretas PCD:

Ausência ou má formação de membro: nanismo, mastectomia, quadrantectomia (retirada de parte da mama), amputação e encurtamento de membros (e familiares).

Problemas de coluna (graves ou crônicos): escoliose acentuada, espondilite anquilosante e hérnia de disco (e familiares).

Doença que afete braços e ombros: túnel do carpo, bursites, tendinite e manguito do rotador (e familiares).

Doença neurológica ou degenerativa: mal de Parkinson, síndrome de Down, AVC, paralisia cerebral, AVE, esclerose múltipla, usuário de talidomida e ostomia (e familiares).

Portadores de patologias: diabetes, hepatite C, HIV+, renais crônicos (com fístula), hemofílicos, cânceres, cardiopatia e linfomas (e familiares).

Paralisias: triplegia, triparesia, monoplegia, monoparesia, paraplegia, tetraplegia, tetraparesia, hemiplegia (e familiares).

Nervos e ossos: artrite, artrose, artrodese, lesões por esforços repetitivos, próteses internas e externas e poliomielite (e familiares).

Visual: acuidade visual menor que 20/200 (índice de Snellen) no melhor olho, campo visual menor que 20 graus ou ambos (e familiares).

Grupo Carrera
Com 16 unidades espalhas pela Grande São Paulo, Baixada Santista e Vale do Paraíba, o Grupo Carrera oferece serviços de Oficina, Peças e Acessórios e um estoque de mais de 1.000 veículos seminovos e também toda linha 0km das marcas Chevrolet, Nissan e Volkswagen.

Fonte: http://www.segs.com.br/veiculos/98449-triplica-numero-de-vendas-de-carros-para-pessoas-portadoras-de-deficiencia.html

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Betty Faria malha de bíquini e faz alerta: "Lutando contra a artrite reumatoide"


Betty Faria, de 76 anos, mostrou vitalidade e muita disposição malhando de biquíni e tênis na varanda de seu apartamento, de frente para a Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio.

O registro foi feito pela neta dela, Valentina, e postado no Instagram pela própria atriz, que fez uma alerta sobre a importância de praticar atividade física na terceira idade. "Lutando contra A.R. artrite reumatoide. Briga de foice", escreveu a atriz na legenda da imagem.

A foto deu o que falar e rendeu muitos elogios à atriz veterana. Betty integrou o elenco da novela "A força do querer", como a personagem carismática Elvrinha.

Fonte: https://extra.globo.com/famosos/betty-faria-malha-de-biquini-faz-alerta-lutando-contra-reumatoide-22266414.html

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Como a fisioterapia ajuda na Prevenção de Artrose?


Embora a incidência de casos de artrose seja maior em pessoas idosas, a doença também pode acometer os mais jovens. Também conhecida como osteoartrose, a doença reumática degenerativa afeta as articulações sinoviais, alterando a cartilagem articular e causando rigidez articular, deformidade progressiva, dor e perda de função das partes afetadas.

É importante lembrar que, infelizmente, a doença degenerativa não tem cura. Mas boa notícia é que ela tem controle e pode ser prevenida sim!

Embora a incidência de casos de artrose seja maior em pessoas idosas, a doença também pode acometer os mais jovens. Também conhecida como osteoartrose, a doença reumática degenerativa afeta as articulações sinoviais, alterando a cartilagem articular e causando rigidez articular, deformidade progressiva, dor e perda de função das partes afetadas.

Contudo, ainda é possível fazer a prevenção da artrose e o controle de vários fatores que influenciam sua qualidade de vida - como o nível da dor ou a amplitude de movimento. Em alguns casos, consegue-se até mesmo diminuir a degeneração da articulação.

A chave para controlar esses fatores é um plano de tratamento que inclui sessões de fisioterapia, com exercícios personalizados para cada tipo de paciente, levando em conta também o grau de degeneração articular. Este artigo fala sobre como a fisioterapia pode, de fato, amenizar o desconforto de quem sofre com a osteoartrose.

Como surge a artrose?

A artrose pode surgir, basicamente, de três formas: a primeira delas é pela perda natural de cartilagem entre as articulações. A cartilagem é um tecido conjuntivo firme, mas flexível, entre articulações, que tem a função de proteger as juntas, absorvendo a pressão e o impacto criado quando nos movimentamos. Conforme a idade avança, há uma perda progressiva natural deste tecido, provocando algumas formas de artrite.

Mas não é somente a perda natural de cartilagem que gera a artrite. Uma infecção ou lesão nas articulações também podem acarretar ou apressar ainda mais o desgaste da cartilagem. E o risco de desenvolver a doença fica ainda maior quando há uma propensão genética, com casos comprovados na família.

Outra forma comum de artrite é uma desordem autoimune, no qual o sistema imunológico do seu corpo ataca os próprios tecidos do corpo. Esses ataques afetam a sinóvia - um tecido macio entre articulações - que produz fluido para alimentar a cartilagem e lubrificar as articulações.

Há maneiras de prevenir a artrose ?

É importante lembrar que, infelizmente, a doença degenerativa não tem cura. Mas boa notícia é que ela tem controle e pode ser prevenida sim! Mas cabe enfatizar que o estilo de vida do paciente influencia muito no desenvolvimento da doença; pessoas sedentárias têm mais chances de apresentar artrose conforme vão envelhecendo. Para evitar ou postergar o aparecimento da doença, o ideal é que as pessoas pratiquem exercícios físicos, e adotem algumas práticas de fisioterapia que visam fortalecer os músculos e articulações.

Como a fisioterapia age no corpo do paciente?

Por ser uma doença irreversível, o acompanhamento dos pacientes é de extrema importância, especialmente quando a artrose está mais avançada e chega a estágios de incapacitação do paciente. Neste caso, as sessões de fisioterapia são voltadas aos seguintes objetivos:

- Diminuição ou alívio da dor e das rigidez articular;
- Proteção das articulações;
- Aumento da força muscular;
- Aumento da funcionalidade;
- Redução da sensação de meralgia parestésica (queimação, dor na musculatura, sensação de choque e sensibilidade maior da pele);
- Aumento da estabilidade articular;
- Aumento da propriocepção.

O que um fisioterapeuta pode fazer por você?

Um dos principais objetivos da fisioterapia é manter ou aumentar a amplitude de movimentos do paciente, de forma que ele possa desenvolver as atividades mais corriqueiras do dia a dia com o mínimo possível de dor e de rigidez muscular.

Com a aplicação dos exercícios adequados e personalizados, o fisioterapeuta ajuda o paciente a ter os músculos que suportam uma articulação artrítica mais fortalecidos. O profissional também pode dar boas dicas ao paciente sobre sua consciência corporal. Quanto mais consciente do próprio corpo e de seus movimentos, melhor será a postura de quem apresenta a artrose, evitando submeter as articulações afetadas a um estresse ainda maior.

Equipe Physio Institute

A Physio Institute oferece tratamentos personalizados e inovadores em fisioterapia para pacientes com artrose e outros males da articulação. Além de profissionais qualificados e especializados, contamos com estrutura de ponta para atender nossos pacientes.

Fonte: http://www.segs.com.br/saude/98053-como-a-fisioterapia-ajuda-na-prevencao-de-artrose.html

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Transplante de células-tronco dá esperança a pacientes com esclerodermia

Um transplante de células-tronco funciona melhor do que remédios para estender a vida de pessoas com esclerodermia, uma doença autoimune na qual a pele enrijece e os órgãos se quebram, disseram pesquisadores nesta quarta-feira (3).

As descobertas publicadas no New England Journal of Medicine apontam para uma nova forma de tratamento dessa enfermidade incurável que afeta 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo, a maioria delas mulheres em idade fértil.

“A esclerodermia enrijece a pele e os tecidos conjuntivos, e em sua forma severa leva à falência dos órgãos, mais frequentemente dos pulmões”, assinalou o autor principal Keith Sullivan, professor de Medicina e Terapia Celuluar na Duke University.
 
“Nesses casos severos, terapias convencionais com remédios não são muito eficazes em um longo período e, por isso, novas abordagens são a prioridade”.

O estudo escolheu aleatoriamente 36 pacientes com esclerodermia nos Estados Unidos e no Canadá para fazer o transplante de células-tronco. Primeiro, foram submetidos a uma alta dose de quimioterapia e radiação em todo o corpo para eliminar completamente o seu sistema imunológico.
Em seguida, foram reinfundidos com as células-tronco com seu sangue que foram removidas e tratadas para eliminar os glóbulos brancos defeituosos.

Outros 39 pacientes foram escolhidos aleatoriamente para receber injeções intravenosas de ciclofosfamida por 12 meses, que é um tratamento imunossupressor convencional para esclerodermia severa.

Os pacientes submetidos ao transplante de células-tronco viram uma “melhoria significativa na sobrevivência”, informou o estudo, que durou 10 anos e foi realizado em 26 universidades de Estados Unidos e Canadá.

Os pacientes do grupo que recebeu as células-tronco eram mais propensos a ver melhorias em sua sobrevivência, na função dos órgãos, na qualidade de vida e no enrijecimento da pele.
 
 
“A sobrevivência global aos 72 meses foi de 86% após o transplante, contra 51% após o de ciclofosfamida”, segundo o relatório.

“Esses resultados mostram que os indivíduos com um prognóstico ruim de esclerodermia podem melhorar e viver mais, e esses avanços parecem duradouros”, disse Sullivan. No final do estudo, apenas 9% do grupo do transplante voltou a tomar medicamentos contra a esclerodermia, em comparação com 44% no grupo de tratamento convencional.

No entanto, o tratamento com células-tronco apresentou maior risco de morte e efeitos colaterais mais graves em curto prazo, incluindo infecções e baixa contagem de glóbulos. Após 54 meses, 3% dos que fizeram o transplante morreram. Ninguém no grupo do ciclofosfamida morreu pelo tratamento.
“Os pacientes e seus médicos devem pesar cuidadosamente os prós e contras do tratamento intensivo com transplante de células-tronco, mas isso pode, espero, definir um novo padrão nesta doença autoimune devastadora”, assinalou Sullivan.